QUEM SOU COMO PROFESSOR APRENDIZ
Diante de um mundo dominado pelas tecnologias precisamos buscar constantemente aperfeiçoar nossos conhecimentos,buscar novas maneiras como forma de potencializar as ferramentas que estão disponíveis de tal forma que estas ferramentas consiga despertar o interesse dos alunos e acima de tudo haja significativamente no processo de ensino aprendizagem do aluno. Sabemos que há uma explosão de informações que são disseminadas sem muito critério e cabe a escola e em especial o profissional estar atento já que o aluno dispõe de várias fontes de informação além da escola e procurar canalizar ao máximo estas informações no sentido de contribuir sistematicamente no crescimento social e profissional do educando.Para que isso ocorra devemos desenvolver nossa capacidade de aprendiz ou seja aprender a aprender,rever constantemente nossa prática de sala de aula. O professor nesse novo contexto tem mais o papel de orientador,já que a escola de hoje deixou de ser mera repassadora de conhecimento tendo o papel de participar mostrando alternativas ou caminhos para que os educandos tenham autonomia na construção de sua aprendizagem.O professor hoje mais do que nunca deve se preparar para usar as diversas ferramentas que lhe é disponibilizada, em função disso devemos ser dinâmicos para sermos inseridos nesse modelo que nos é imposto.
Professor Jacó
terça-feira, 26 de julho de 2011
ATIVIDADE 5
ATIVIDADE 5
CONHECENDO UMA EXPERIENCIA
Nome do Programa_ Portal do Professor
Areas do Conhecimento_ Lingua portuguesa
Analise linguistica variacao linguistica modalidades variedades registros
Sintese
Em relacao ao conhecimento de uma experiencia didatica a tematica escolhida foi a variacao linguistica modalidades variedades registros com base na aula da professora Ana Graziela Cabral e um dos objetivos da aula era que os alunos aprendessem a existencia de variacoes de uso da lingua Portuguesa que sao decorrentes de fatores geograficos sociais profissionais culturais e situacionai_ Como estrategia a professora iniciou a aula explicando para os alunos que os falantes de uma lingua aprendem desde cedo algumas estruturas basicas que permitem o uso para a comunicacao e que um adolescente nao usaria o mesmo vocabulario que o avo em seguida colocou no quadro duas listas com vocabulario Linguagem do adolescente X Linguagem dos mais velhos Depois mostrou aos alunos tirinhas filmes HQ e musicas para exemplificar o uso de uma linguagem coloquial com fins humoristicos
Acredito que as estrategias de aula e a avaliacao foram bem sugestivas e oportunizam aos alunos serem construtores de seus conhecimentos
CONHECENDO UMA EXPERIENCIA
Nome do Programa_ Portal do Professor
Areas do Conhecimento_ Lingua portuguesa
Analise linguistica variacao linguistica modalidades variedades registros
Sintese
Em relacao ao conhecimento de uma experiencia didatica a tematica escolhida foi a variacao linguistica modalidades variedades registros com base na aula da professora Ana Graziela Cabral e um dos objetivos da aula era que os alunos aprendessem a existencia de variacoes de uso da lingua Portuguesa que sao decorrentes de fatores geograficos sociais profissionais culturais e situacionai_ Como estrategia a professora iniciou a aula explicando para os alunos que os falantes de uma lingua aprendem desde cedo algumas estruturas basicas que permitem o uso para a comunicacao e que um adolescente nao usaria o mesmo vocabulario que o avo em seguida colocou no quadro duas listas com vocabulario Linguagem do adolescente X Linguagem dos mais velhos Depois mostrou aos alunos tirinhas filmes HQ e musicas para exemplificar o uso de uma linguagem coloquial com fins humoristicos
Acredito que as estrategias de aula e a avaliacao foram bem sugestivas e oportunizam aos alunos serem construtores de seus conhecimentos
segunda-feira, 25 de julho de 2011
CONHECENDO UMA EXPERIÊNCIA
CONHECENDO UMA EXPERIENCIA
Nome do Programa_ Portal do Professor
Áreas do Conhecimento_ Língua portuguesa
Analise lingüística variação linguística modalidades variedades registros
Síntese
Em relação ao conhecimento de uma experiência didática a temática escolhida foi à variação lingüística, modalidades e variedades; registros com base na aula da professora Ana Graziela Cabral e um dos objetivos da aula era que os alunos aprendessem a existência de variações de uso da língua Portuguesa que são decorrentes de fatores geográficos sociais profissionais culturais e situacional. Como estratégia a professora iniciou a aula explicando para os alunos que os falantes de uma língua aprendem desde cedo algumas estruturas básicas que permitem o uso para a comunicação e que um adolescente não usaria o mesmo vocabulário que o avô, em seguida colocou no quadro duas listas com vocabulário Linguagem do adolescente X Linguagem dos mais velhos. Depois mostrou aos alunos tirinhas, filmes, HQ e músicas para exemplificar o uso de uma linguagem coloquial com fins humorísticos
Acredito que as estratégias de aula e a avaliação foram bem sugestivas e oportunizam aos alunos serem construtores de seus conhecimentos.
Nome do Programa_ Portal do Professor
Áreas do Conhecimento_ Língua portuguesa
Analise lingüística variação linguística modalidades variedades registros
Síntese
Em relação ao conhecimento de uma experiência didática a temática escolhida foi à variação lingüística, modalidades e variedades; registros com base na aula da professora Ana Graziela Cabral e um dos objetivos da aula era que os alunos aprendessem a existência de variações de uso da língua Portuguesa que são decorrentes de fatores geográficos sociais profissionais culturais e situacional. Como estratégia a professora iniciou a aula explicando para os alunos que os falantes de uma língua aprendem desde cedo algumas estruturas básicas que permitem o uso para a comunicação e que um adolescente não usaria o mesmo vocabulário que o avô, em seguida colocou no quadro duas listas com vocabulário Linguagem do adolescente X Linguagem dos mais velhos. Depois mostrou aos alunos tirinhas, filmes, HQ e músicas para exemplificar o uso de uma linguagem coloquial com fins humorísticos
Acredito que as estratégias de aula e a avaliação foram bem sugestivas e oportunizam aos alunos serem construtores de seus conhecimentos.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
A mãe de todas as lutas Jorge Portugal
A mãe de todas as lutas
Jorge Portugal
De Salvador (BA)
Você, que está lendo este artigo agora, deve ser pessoa pertencente à classe média ou média-alta, não? Pois bem, devo-lhe dizer que até hoje não entendo sua compulsão por pagar duas vezes pelo mesmo serviço. Há anos parece que você firmou um indissolúvel casamento com a bitributação. Senão vejamos: você paga impostos para ter segurança e tranqüilidade no seu dia a dia; entretanto, paga mais ainda para morar num condomínio fechado ou em algum prédio cercado de câmeras por todos os lados. Você também paga impostos para ter direito a hospitais de ponta e assistência médica decente, não é? No entanto, "morre" numa quantia considerável mensal para garantir um bom plano de saúde. E, por fim, só para ficarmos em três exemplos, no imposto que você paga vai um percentual considerável para que seus filhos tenham boas escolas públicas e um padrão de ensino, no mínimo, satisfatório. E o que ocorre? Haja dinheiro para colégio particular e, a depender do número de filhos, isso vira uma pequena fortuna. Faça as contas direitinho e veja o quanto voltaria para o seu bolso se nós, da classe média, abraçássemos uma luta sem trégua por serviços públicos de qualidade!
Fico, por enquanto, com a luta por uma escola pública decente, que é, para mim, a mãe de todas as outras lutas. Pelo simples fato de que uma pessoa bem informada, com boa visão de mundo e consciência cidadã, saberá muito bem afastar o que de ruim ou inconveniente tente se aproximar de sua vida. Saberá lutar por um ótimo sistema de saúde, por boas estradas, pelo zelo necessário com o meio ambiente, pela sustentabilidade da vida no planeta. Assim como você faz, assim como eu faço. Dê escolarização e educação de qualidade a um povo, que do resto ele cuidará.
Além do mais, na escola pública, teremos a primeira aula de democracia e respeito às diferenças. Numa sala de aula sem apartheid, estudam o filho do deputado e o filho do gari; o filho do gerente do banco e o filho do contínuo; o filho do empresário e o filho do camelô. Uma sala com todas as classes e de todas as cores. E pela qual já pagamos altos impostos! Só pra lembrar: se já foi assim um dia, por que não pode voltar a sê-lo
Por isso estou em campanha desde o artigo passado. Precisamos provocar uma audiência pública no Senado para que seja discutido o projeto 480/2007, de Cristovam Buarque, que prevê, para "daqui a sete anos, que todo detentor de mandato público, de vereador a presidente, seja obrigado a matricular seus filhos na rede pública de ensino do Brasil". É o que chamo de "bomba do bem". Falta apenas o senador Antônio Carlos Valadares, o relator do projeto, retirá-lo da gaveta, onde dorme há quatro anos. Use o Twitter, o Facebook, mande e-mail para o relator. Isso é infocidadania. E-mail dele: antoniocarlosvaladares@senador.gov.br
A luta continua, classe média!
Jorge Portugal é educador, poeta e apresentador de TV. Idealizou e apresenta o programa "Tô Sabendo", da TV Brasil.
Jorge Portugal
De Salvador (BA)
Você, que está lendo este artigo agora, deve ser pessoa pertencente à classe média ou média-alta, não? Pois bem, devo-lhe dizer que até hoje não entendo sua compulsão por pagar duas vezes pelo mesmo serviço. Há anos parece que você firmou um indissolúvel casamento com a bitributação. Senão vejamos: você paga impostos para ter segurança e tranqüilidade no seu dia a dia; entretanto, paga mais ainda para morar num condomínio fechado ou em algum prédio cercado de câmeras por todos os lados. Você também paga impostos para ter direito a hospitais de ponta e assistência médica decente, não é? No entanto, "morre" numa quantia considerável mensal para garantir um bom plano de saúde. E, por fim, só para ficarmos em três exemplos, no imposto que você paga vai um percentual considerável para que seus filhos tenham boas escolas públicas e um padrão de ensino, no mínimo, satisfatório. E o que ocorre? Haja dinheiro para colégio particular e, a depender do número de filhos, isso vira uma pequena fortuna. Faça as contas direitinho e veja o quanto voltaria para o seu bolso se nós, da classe média, abraçássemos uma luta sem trégua por serviços públicos de qualidade!
Fico, por enquanto, com a luta por uma escola pública decente, que é, para mim, a mãe de todas as outras lutas. Pelo simples fato de que uma pessoa bem informada, com boa visão de mundo e consciência cidadã, saberá muito bem afastar o que de ruim ou inconveniente tente se aproximar de sua vida. Saberá lutar por um ótimo sistema de saúde, por boas estradas, pelo zelo necessário com o meio ambiente, pela sustentabilidade da vida no planeta. Assim como você faz, assim como eu faço. Dê escolarização e educação de qualidade a um povo, que do resto ele cuidará.
Além do mais, na escola pública, teremos a primeira aula de democracia e respeito às diferenças. Numa sala de aula sem apartheid, estudam o filho do deputado e o filho do gari; o filho do gerente do banco e o filho do contínuo; o filho do empresário e o filho do camelô. Uma sala com todas as classes e de todas as cores. E pela qual já pagamos altos impostos! Só pra lembrar: se já foi assim um dia, por que não pode voltar a sê-lo
Por isso estou em campanha desde o artigo passado. Precisamos provocar uma audiência pública no Senado para que seja discutido o projeto 480/2007, de Cristovam Buarque, que prevê, para "daqui a sete anos, que todo detentor de mandato público, de vereador a presidente, seja obrigado a matricular seus filhos na rede pública de ensino do Brasil". É o que chamo de "bomba do bem". Falta apenas o senador Antônio Carlos Valadares, o relator do projeto, retirá-lo da gaveta, onde dorme há quatro anos. Use o Twitter, o Facebook, mande e-mail para o relator. Isso é infocidadania. E-mail dele: antoniocarlosvaladares@senador.gov.br
A luta continua, classe média!
Jorge Portugal é educador, poeta e apresentador de TV. Idealizou e apresenta o programa "Tô Sabendo", da TV Brasil.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Intelectuais e a Politica
Intelectuais divulgam manifesto pró-Dilma e criticam Serra
19 de outubro de 2010 • 20h43 • atualizado às 20h44
Comentários
•
Professores universitários, educadores e pesquisadores lançaram um manifesto nesta terça-feira (19) onde defendem "a educação pública" e atacam o candidato do PSDB à presidência, José Serra. A nota, assinada por professores universitários, intelectuais e juristas conhecidos como Antônio Cândido, Fábio Konder Comparato, Marilena Chauí e Alfredo Bosi, busca assinaturas de outros profissionais da área contra o que chama de "propostas e os métodos políticos da candidatura Serra".
"Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país", diz a nota.
Segundo os professores, diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, "Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de tró-ló-ló de grupos políticos que querem desestabilizá-lo".
Os professores citam incidentes que aconteceram durante a gestão de Serra em São Paulo, como a greve na Universidade de São Paulo, "invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo", em junho de 2009. A nota ainda cita decreto assinado por Serra "que revogava a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas".
Os professores também criticam o salário - "sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos" - e o Secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato, que, quando ministro do governo FHC, "sucateou" as universidades públicas federais "ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ."
A nota se encerra numa comparação de Serra com o ex-presidente Fernando Collor de Mello. "A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor."
19 de outubro de 2010 • 20h43 • atualizado às 20h44
Comentários
•
Professores universitários, educadores e pesquisadores lançaram um manifesto nesta terça-feira (19) onde defendem "a educação pública" e atacam o candidato do PSDB à presidência, José Serra. A nota, assinada por professores universitários, intelectuais e juristas conhecidos como Antônio Cândido, Fábio Konder Comparato, Marilena Chauí e Alfredo Bosi, busca assinaturas de outros profissionais da área contra o que chama de "propostas e os métodos políticos da candidatura Serra".
"Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país", diz a nota.
Segundo os professores, diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, "Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de tró-ló-ló de grupos políticos que querem desestabilizá-lo".
Os professores citam incidentes que aconteceram durante a gestão de Serra em São Paulo, como a greve na Universidade de São Paulo, "invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo", em junho de 2009. A nota ainda cita decreto assinado por Serra "que revogava a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas".
Os professores também criticam o salário - "sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos" - e o Secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato, que, quando ministro do governo FHC, "sucateou" as universidades públicas federais "ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ."
A nota se encerra numa comparação de Serra com o ex-presidente Fernando Collor de Mello. "A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor."
sábado, 16 de outubro de 2010
Religião x Politica
07/10/2010 12h08 - Atualizado em 07/10/2010 13h02
Arcebispo de SP critica polarização de debate eleitoral em torno do aborto
Dom Odilo Scherer diz que candidatos devem explicitar posição sobre tema.
Mas, para cardeal, outros temas devem ser considerados na hora do voto.
Letícia Macedo Do G1 SP
imprimir
Dom Odilo Scherer durante encerramento da Semana Nacional da Vida, em São Paulo (Foto: Letícia Macedo)
O arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, que também é membro do conselho permanente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirmou na manhã desta quinta-feira (7) considerar que não é positiva para o debate eleitoral a polarização em torno da questão do aborto. Mas, para ele, os candidatos devem apresentar claramente suas ideias sobre o tema.
(Correção: a primeira versão desta reportagem, publicada às 12h08, informou incorretamente que dom Odilo é secretário-geral da CNBB. O cardeal, na verdade, já não ocupa mais esse cargo. Atualmente, ele é membro do conselho permanente da entidade. A informação foi corrigida às 12h50.)
A afirmação foi feita durante o encerramento da Semana Nacional da Vida, organizada no Amparo Maternal, entidade filantrópica que acolhe gestantes carentes, na região da Vila Mariana, em São Paulo.
Quando perguntado se a posição do candidato sobre o aborto seria fundamental na hora de escolher o próximo presidente da República, Dom Odilo declarou que outros assuntos também devem ser levados em consideração.
“[O aborto] é uma das questões que os eleitores têm que saber o posicionamento dos candidatos. Porém, a polarização em torno do assunto não é boa, porque temos muitos assuntos que devem também ser levados em consideração [na hora do voto]”, disse.
[O aborto] é uma das questões que os eleitores tem que saber o posicionamento dos candidatos. Porém, a polarização em torno do assunto não é boa, porque temos muitos assuntos que devem também ser levados em consideração [na hora do voto]"
Dom Odilo Scherer
Para o cardeal, os candidatos devem “se manifestar sobre aquilo que é sua posição [sobre o aborto], assim como tantos outros assuntos que interessam aos eleitores”.
Dom Odilo reiterou a posição da CNBB de não declarar apoio a partidos ou candidatos nesta disputa eleitoral. “A Igreja se propôs a não indicar partidos ou candidatos, mas apontar critérios e princípios com relação à escolha, que deve ser livre e autônoma.”
Questionado sobre integrantes da igreja que teriam indicado apoio a algum candidato, Dom Odilo afirmou que “se algum o fez é por sua responsabilidade própria. Não é uma posição oficial’. Ele descartou uma divisão na CNBB sobre o assunto. “A posição foi votada em assembleia geral, portanto, não há divisão”, declarou.
O arcebispo de São Paulo lembrou ainda que a Igreja Católica considera que a vida humana se inicia no momento da concepção. “Independente das condições que em que foi concebido, o ser humano precisa de amparo. A criança não deve pagar com a sua vida pelo que outros cometeram de forma errada”, disse.
saiba mais
• Dilma se reúne com lideranças cristãs e reafirma ser contra o aborto
• Serra reclama de Lula na campanha e diz que Brasil ‘mudou para pior’
A entrevista coletiva aconteceu no Amparo Maternal, uma entidade filantrópica que acolhe gestantes carentes, criada em 1939. Mais de 800 mil partos foram acompanhados pela entidade, de acordo com Dom Odilo.
Uso da religião para fim eleitoral
Na noite de quarta-feira (6), em Brasília, a Comissão Brasileira Justiça e Paz, órgão ligado à CNBB, criticou o uso da religião para fins eleitorais e disse que grupos desconsideram orientações da CNBB.
A comissão divulgou nota na qual comenta o momento político brasileiro. "Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente", afirma o texto.
Veja a íntegra da nota:
"Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão" (Salmo 85)
A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB"
Arcebispo de SP critica polarização de debate eleitoral em torno do aborto
Dom Odilo Scherer diz que candidatos devem explicitar posição sobre tema.
Mas, para cardeal, outros temas devem ser considerados na hora do voto.
Letícia Macedo Do G1 SP
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Dom Odilo Scherer durante encerramento da Semana Nacional da Vida, em São Paulo (Foto: Letícia Macedo)
O arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, que também é membro do conselho permanente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirmou na manhã desta quinta-feira (7) considerar que não é positiva para o debate eleitoral a polarização em torno da questão do aborto. Mas, para ele, os candidatos devem apresentar claramente suas ideias sobre o tema.
(Correção: a primeira versão desta reportagem, publicada às 12h08, informou incorretamente que dom Odilo é secretário-geral da CNBB. O cardeal, na verdade, já não ocupa mais esse cargo. Atualmente, ele é membro do conselho permanente da entidade. A informação foi corrigida às 12h50.)
A afirmação foi feita durante o encerramento da Semana Nacional da Vida, organizada no Amparo Maternal, entidade filantrópica que acolhe gestantes carentes, na região da Vila Mariana, em São Paulo.
Quando perguntado se a posição do candidato sobre o aborto seria fundamental na hora de escolher o próximo presidente da República, Dom Odilo declarou que outros assuntos também devem ser levados em consideração.
“[O aborto] é uma das questões que os eleitores têm que saber o posicionamento dos candidatos. Porém, a polarização em torno do assunto não é boa, porque temos muitos assuntos que devem também ser levados em consideração [na hora do voto]”, disse.
[O aborto] é uma das questões que os eleitores tem que saber o posicionamento dos candidatos. Porém, a polarização em torno do assunto não é boa, porque temos muitos assuntos que devem também ser levados em consideração [na hora do voto]"
Dom Odilo Scherer
Para o cardeal, os candidatos devem “se manifestar sobre aquilo que é sua posição [sobre o aborto], assim como tantos outros assuntos que interessam aos eleitores”.
Dom Odilo reiterou a posição da CNBB de não declarar apoio a partidos ou candidatos nesta disputa eleitoral. “A Igreja se propôs a não indicar partidos ou candidatos, mas apontar critérios e princípios com relação à escolha, que deve ser livre e autônoma.”
Questionado sobre integrantes da igreja que teriam indicado apoio a algum candidato, Dom Odilo afirmou que “se algum o fez é por sua responsabilidade própria. Não é uma posição oficial’. Ele descartou uma divisão na CNBB sobre o assunto. “A posição foi votada em assembleia geral, portanto, não há divisão”, declarou.
O arcebispo de São Paulo lembrou ainda que a Igreja Católica considera que a vida humana se inicia no momento da concepção. “Independente das condições que em que foi concebido, o ser humano precisa de amparo. A criança não deve pagar com a sua vida pelo que outros cometeram de forma errada”, disse.
saiba mais
• Dilma se reúne com lideranças cristãs e reafirma ser contra o aborto
• Serra reclama de Lula na campanha e diz que Brasil ‘mudou para pior’
A entrevista coletiva aconteceu no Amparo Maternal, uma entidade filantrópica que acolhe gestantes carentes, criada em 1939. Mais de 800 mil partos foram acompanhados pela entidade, de acordo com Dom Odilo.
Uso da religião para fim eleitoral
Na noite de quarta-feira (6), em Brasília, a Comissão Brasileira Justiça e Paz, órgão ligado à CNBB, criticou o uso da religião para fins eleitorais e disse que grupos desconsideram orientações da CNBB.
A comissão divulgou nota na qual comenta o momento político brasileiro. "Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente", afirma o texto.
Veja a íntegra da nota:
"Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão" (Salmo 85)
A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB"
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